Posts Tagged ‘plagio

06
out
09

Quem inventou o Stop Motion

Coldplay é acusado de plágio de videoclipe.

Pouco tempo de se livrar das acusações de Joe Sartriani, a turma de Chris Martin e da produtora Shynola (da animação adaptação de O Guia do Mochileiro das Galáxias) é acusada de plágio no vídeo de “Strawberry Fields” por Andy J. Gallagher.

Ler entrevista (em inglês) com os produtores da Shynola sobre a concepção do projeto.

Achei muito curiosa  a acusação graças às poucas similaridades encontradas apenas na base da técnica usada nos dois vídeos: “Something Else”, de Andy Gallagher, e “Strawberry Fields”, do Coldplay. Curiosa também é a “bio” no Twitter de Andy: “described as ‘lyrical genius’, ‘refreshingly different’, ‘lyrical mastermind’ blah blah blah”. Será que ele está querendo dizer que ele inventou o Stop Motion e a técnica de Pixilation ou eu não fui tão atento? Compare você mesmo:

O Stop Motion é essa animação quadro-a-quadro, a partir de “fotografias” ligeira e evolutivamente modificadas a fim de passar a idéia de movimento com a velocidade com que são reproduzidas, o conceito de gif animado, de desenhos nas orelhas dos cadernos e do próprio cinema é tirado daqui, dessa concepção de movimento.

A técnica de animação é antiga com indícios de registros de 1898, com o filme de Albert E. Smith e J. Stuart Blackton – The Humpty Dumpty Circus. Mas continua sendo usada em filmes da nossa geração como A Fuga das Galinhas, O  Estranho Mundo de Jack e A Noiva Cadáver, para citar poucos. Nestes casos a animação foi aplicada ao objeto, muitas vezes bonecos de massa de modelar.

No caso dos vídeos em questão, são usadas duas técnicas que remontam a vídeos de 1908. Para o personagem principal usa-se a “Pixilation”, onde os próprios humanos viram bonecos a serem animados. Para a animação do cenário e dos outros personagens, desenhos a giz.

Além de antiga, a “Pixilation” já foi em outros clipes de artistas como Talking Heads, The Cure, Slipknot, White Stripes e Radiohead.

Tão antiga quanto, a técnica que utiliza desenhos a giz pode ser vista no pequeno filme Fantasmagorie, de Émile Cohl, que você abaixo:

Andy Gallagher quer um pouco de reconhecimento ou pura mídia? Será que o super-herói do Coldplay vai tirá-los dessa? Quem sabe tenhamos um próximo episódio.

20
maio
09

Nossa estréia no Portal MTv

Comecei ontem a publicar no Portal MTv. A seção “Recovering” deu uma evoluída e gerou o Cover Blog. O Assunto tratado será o mesmo, e a seção “Recovering” continua por aqui, toda segunda-feira. Lá o objetivo é o mesmo, falar de plágios, samplers e covers,vamos ver como vai se desenvolver, por que, aqui no ANDaR!, eu já estou em casa. Aqui nos vemos quase diariamente (preciso me organizar melhor) com a seção Recovering às segudundas-feiras, e no COVER BLOG de segunda e quinta. Clique na imagem, e faça uma visita, deixe lá sua sugestão ou comentário. O endereço é http://mtv.uol.com.br/coverblog/blog. Vamos nos esbarrando pelo caminho. Abraços, anonimamente Raphael Bispo.

coverblog

05
maio
09

+1 entre zeros e uns (e outros números) #2

1/2 ano de blog, 100 posts e um pouco de orgulho. [about me and you]

binario
Foi assim que começou “+1 entre zeros e uns (e outros números)” – o primeiro post. Era uma simples atividadde para a faculdade, fazer um artigo. Resolvi que faria um artigo, e colocaria minha opinião para que outros opinassem, ninguém leria mesmo. O título do artigo(post) falava sobre “zeros e uns” tentando trazer o vínculo da informática, da internet e dos blogs, naquele momento me juntava as estatísticas binárias; o resto do texto é sobre a eleição dos 100 maiores músicos brasileiros pela Rolling Stone. Resolvi colocar num blog e depois mantê-lo.

No começo, o blog falaria sobre cultura pop aplicada ao cotidiano, este ainda é o objetivo, mas a cada dia ele fala mais sobre música – Já pediram para eu trocar o nome “ANDaR!” por “Ouvir”. O nome do blog é a sigla de “Anônimo Descobrindo a Rotina!”, e tem algo mais rotineiro que ouvir tanto música, quanto barulho, desejável ou indesejável? Mesmo sendo este o assunto principal, eu ainda não estou totalmente preso a ele, mas ele está preso em mim.

Foi tomando este rumo desde a minha primeira resenha postada, assim que vazou o disco do “Little Joy – antes do esperado, não prematuro“. Era mais uma atividade universitária. Gostei do resultado. Muitos dos primeiros posts me agradam bastante, porém depois de uma denúncia iriamos para outras veredas e resume bastante a trajetória deste blog.

Era o possível plágio do NX Zero e a pergunta “Com quantos plágios se faz um hit?” rendeu uma série de posts e duas categorias do blog – as que eu mais respeito nele. Depois do esclarecimento -“Entre o cover e o plágio: Onde estão as influências?“, um perfil de Rick Bonadio que era para ter sido como uma crônica – “Rick Bonadio – Para transformar em ouro“. Depois disso resolvi que gostava de falar sobre o plágios e covers e escrever sobre pessoas e seus perfis. Então, criei as categorias Recovering e Nominando.

Por falta de tempo e inspiração (quase que literalmente), o blog caiu em produtividade e qualidade. Até que o Veloso me fez sacudir a poeira – “Caetano – Para (re)fazer isso funcionar direito“. Um belo perfil do cantor e uma boa volta para a blogueiragem. Na Recovering, um post de classe sobre um disco de covers de classe de um senhor de classe e essas redundâncias típicas da categoria – “Revoir Monsieur Gainsbourg“.

Com tanta música na internet, fiz uma série sobre isso. Discutir “A Música e a Internet” é o presságio de 4 posts. O destaque vai para “A Música e a Internet #3 – Conspirações” inspirado por um vinil do Roberto Carlos.

Voltando aos plágios e coisas semelhantes chegou “Tirando o atraso – sem vergonha ou pudor” sobre a parceria entre Jet e Iggy Pop.

Este é o centésimo post, mais um entre zeros e uns, que foi veio depois do “About the Old Folks” e antes do “About the Young Folks”. Este é “about our own style” e eu me importo com todo o resto.

É sempre um prazer,

Anônimo (Raphael Bispo)

E para quem interessar fica aqui a lista de 9 dos 99 posts que me trouxeram aqui e o orgulhinho :

+1 entre zeros e uns (e outros números)andar

Little Joy – Antes do esperado, não prematuro

Com quantos plágios se faz um hit?

Entre o cover e o plágio: Onde estão as influências?

Rick Bonadio – Para transformar em ouro

Caetano – Para (re)fazer isso funcionar direito

Revoir Monsieur Gainsbourg

A Música e a Internet #3 – Conspirações

Tirando o atraso – sem vergonha ou pudor

28
abr
09

Tirando o atraso – sem vergonha ou pudor

As semelhanças de Iggy Pop e Jet ou (“Com quantos plágios se faz um hit?” #2)

Essa veio por indicação, e com um exclamação! Foi bem na lata

“Você já ouviu o plágio do Jet?”

“Não”

“Eles plagiaram muito o Iggy Pop”

“Sério? – O mundo sabe disso?”

“Acho que não”

Mentira(s)!

1 – Se você já ouviu Jet, já ouviu o suposto plágio. Ele está simplesmente no primeiro sucesso da banda australiana, quiça o único sucesso mundial do grupo. Sem saber que era plágio já tinha ouvido.

2 – Plágio, provado ou não, pelo menos um interessado já teve ter notado a semelhança. É que Iggy Pop é parceiro dos australianos. Minha hipótese é que ele tenha conhecido a banda graças a este plágio e levou de boa, como se o louco do “Mr. Não tenho limites” se importasse com alguma coisa. Ele está sempre viajando, como todo mundo sabe.

Fato(s)!

“Are you gonna be my girl” tem uma batida comovente e não dá para escutar sem ao menos bater o pé, mantenho a ambientação em um bom Garage Rock. E por ser traços muito marcantes a semelhança “Lust for life” é evidente.

O velho Iggy Pop é uma versão (qualquer coisa) louca de James Newell Osterberg (seu nome verdadeiro), uma criança tímida e introvertida.

“Fazemos essas coisas juntos. Porque o Iggy sabe de muitas coisas. Uma coisa do Iggy é que ele banca a vida do Jim. Tenho a responsabilidade de um imenso passado para manter, redimir e, de certa forma, mudar de rumo. Aí tem humildade. Você precisa cair na real – “Olha, nem sempre tive esta casa”. Nem sempre fui tão perspicaz. E esta não é a parte favorita da minha vida. Preferiria muito mais ser como uma moeda novinha e que todo mundo adora. Mas esse não é o meu destino.” [Entrevista na  RS 10/Julho de 2007]

É tudo muito parecido, tirando a linha do vocal. A diferença está principalmente nas datas de lançamento.  “Lust for life” é a faixa que dá nome ao segundo LP solo de Iggy Pop, que antes foi vocalista dos Stooges, foi lançado em 1977 e produzido por ninguém menos que David Bowie. Mais de 25 anos depois, chega às lojas o primeiro CD dos australianos do Jet, que segundo muita gente, estava chegando para revitalizar o bom e velho Rock n’ Roll. E eles fizeram isso quase que literalmente, ou como melhor você entender. Se é que o 60 anos de Iggy Pop precisam de mais vitalidade –  sanidade talvez.

Para não me alongar… [Explicações!]

1 – Este post era para ter vindo em um segunda (hoje é uma terça), na verdade na segunda da semana passada.

2 – Relutei muito para não colocar os vídeo, me pediram para não sobre carregar a página. Mas estes valem à pena, quase literalmente como você entende.

3 – Relutei muito para não colocar o vídeo do Iggy Pop e sua calça transparente, mas por mais sarcasmático que a evidência demonstra, é um boa ilustração.

4 – Parceiros, ou não, eles gravaram uma música juntos e, olha só, um cover: Foi uma homenagem aos 50 anos de um marco para o rock australiano. A música é “Wild One” de Johnny O’keefe (1935 – 78) – conterrâneo do Jet. A data de lançamento deste single – 5 de Julho de 1958 – é considerada o aniversário do Rock n’ Roll australiano. A versão de 2008 você confere logo abaixo.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “Jet and Iggy Pop – Wild One“, posted with vodpod

5 –  Outros vídeos vc encontra na barra lateral do blog ou na minha página do Vodpod.

09
fev
09

sobre vencedores #2

Ainda nos assuntos do dia – Grammy, ressaca e plágio –  temos agora Coldplay que ganhou os prêmios de música do ano, melhor albúm de rock e melhor performance de grupo pop (Song of the Year, Best Rock Album and Best Pop Performance by a Duo or Group with Vocals).

Como muitos já sabem a música do ano é acasada de plágio pelo guitarrista Joe Satriani, a melodia é igual a “If I Could Fly” . Mas não sejamos tão duros aqui também a música que ganhou o prêmio, resta saber se depois do julgamento, em caso de plágio martelado pelos orgãos juízes, os caras entregaram o prêmio de música de 2008 para Satriani.

Estava em dúvida sobre que vídeo colocar, no youtube são tantas possibilidades. Você pode ter a música do Satriani, do Coldplay, trechos de comparação, e muita gente fazendo teorias, tem uma cara com vinte minutos de vídeo sobre teoria musical aplicada para o caso divididos em duas partes (ainda não assisti esses). Mas achei algo mais “interessante” algúem fundiu as duas músicas, deixando claro até para os mias leigos. Temos aqui Satrini e a turma de Chris Martin tocando juntos!

Joe Satriani (If a Could Fly) & Colplay (Viva la Vida)  – Remix (?)

31
jan
09

Entre o cover e o plágio: Onde estão as influências?

Gente, isso serve apenas como esclarecimentos. Não escrevi isso como post, antes, foi um comentário que deixei em uma comunidade. Há muito tempo eu queria escrever sobre isso (era sobre isso que eu iria escrever depois do post “Tédio”, na ocasião, viria uma comparção entre a música “Tédio”, do Biquíni Cavadão, e o “Funk do Adultério”, do Mc Catra), mas fiquei com preguiça. Mais do que nunca falar do assunto torna-se necessário a este blog. [pretendo atualizar com carinho]

Isso é “copiar” e “colar” do que eu escrevi em uma comunidade do orkut. eu estou me copiando:

as “reproduções” de músicas ou de trechos podem se enquadrar em quatro gêneros(pelo menos):

*Cover (A reprodução total de letra e melodia, e as vezes, com outros arranjos)
*Paródia(A mesma base de melodia com outra letra)
*Sampler(Uso de trechos melódicos, letras, ou outros elementos, para mixar em uma nova música)
*Plágio (Cópia total ou parcial de trechos incorporados a música como se já fossem dela, como se fossem o origianal)

Uma das diferenças básicas do plágio e do sampler é que o sampler é sim descarado e proposital, mostrando as referências do cantor. Geralmente, utilizados por rappers e outros caras do hip-hop, para não enriquecer a produção. Ás vezes, pegam até a gravação original para colocar entre as batidas, para não ficar uma música pobre. Prefere-se usar as músicas antigas, clássicos de uma época, ou gosto pessoal . O sampler também é visto muito em músicas eletrônicas, para fazer remix, fazendo algo entre o cover e o sampler. Mas os créditos são dados, e reconhecer é questão de repertório. Mas os créditos pela melodia continuam do original.

O plágio é uma cópia mascarada. Você incorpora um trecho e faz dele seu. Se queria o nx queria mostrar carinho e referência, o mínimo que deveria fazer, como fã dos gringos, era avisá-los e pedir autorização, e tentar de alguma maneira delegar os direitos auoraias para os responsáveis.

É, mais ou menos, como a citação em um artigo escolar e bibliografia, quando você da os direitos e indica onde está a cópia vale. Senão, você tira zero e pode ser preso. Plagio é crime. Apropriação ilícita de produçaõ intelectual.

Posts Relacionados:

Tédio – Biquíni Cavadão [Tédio]

Nx Zero e o plágio [Com quantos plágios se faz um hit?]

Rick Bonadio o Midas moderno brasileiro [Rick  Bonadio – Para transformar em ouro]

29
jan
09

Com quantos plágios se faz um hit?

Se a bomba estourou a culpa não é minha. O fato e que uma banda gringa – Taking Back Sunday – está acusando o a brasileira Nx Zero de plágio.

A música em questão é “Daqui pra frente”, do disco “Agora”(2008). Os americanos dizem que o refrão da faixa foi tirado de sua “MakeDamnSure”. Eles chegaram ao Nx Zero através de um fã brasileiro, o Maurício. A acusação é grave, mas compare os refrões e vai perceber que é muito igual.

Os mais engraçado é que o myspace da Taking Back Sunday está recebendo vários comentários de brasileiros tanto contra, como “é mesmo parecido, mas vocês são muito melhores”, quanto a favor do brasileiros, e aí o pior: um fake de fãs também se pronunciaram com aquela velha marmelada, que foi apenas questão de influências, mas de um jeito que quase dizia “é plagio, mas não processem o nx. se isso acontecer, eu até viro fã de vocês também já que o som é parecido. e olha, eu faço até sites para bandas”. Vejam trecho do que ele escreveu:

“I would like to give my opinion as a fan of nx zero, they don’t are not copied anything from you, they only had one bit influence of his music. all bands have a little influence of one another, is not it? [Eu queria dar minha opinião como um fã do Nx Zero, eles não copiaram nada de vocês, eles só pegaram um pouco de influências desta música. Todas as bandas têm um pouco de influência de outras, não é?]” (Nx Zero street Team)

Oficialmente, a acessoria da banda diz que os garotos brasileiros estão sabendo da acusação, mas que isso é “coisa boba”, e “preferem nem falar sobre isso”. O Rick Bonadio, produtor dessa e de muitas outra brasileiras, diz que é “inevitável que trechos das melodias pareçam umas com as outras”. (fontes: myspace e portal G1)

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Entre covers e plágios: Onde estão as influências?




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