Posts Tagged ‘orkut

18
mar
09

A Música e a Internet #3 – Conspirações

Muitas coisas, muitas vezes, parecem inevitáveis. Há coisas que fogem do nosso controle, como a modernidade. Os passos da humanidade não estão em nossas mãos, não todos. As coisas (in)felizmente simpresmente acontecem.

Quando se pensou que a digitalização traria tantas controvérsias? O futuro chegou as nossas mão no começo da década, mas algo fugiu do controle. Hoje é muito fácil encontrar qualquer um com qualquer música em qualquer reprodutor de MP3. A facilidade de tê-las sempre ao alcance é mágica, principalmente ao compararmos com os métodos antigos de se fazer ouvir música. Não vou fazer regressões muito distantes, mas o que dizer da mágica dos vinis. Música é mágica.

[Para ler ouvindo – dê o play no vídeo]

Hoje, fui em uma república e acabei por ouvir um vinil do Robertão. Nunca fui fã deste cara, mas a vitrola –  que era moderninha até, tinha menos de vinte anos – e o ruído da agulha no disco, aliadas a música proporcionam belas imagens. Mas não dá para sair carregando uma aparelho gigante para todos os lados, nem andar com estojos de vinis. Mas precisamos do sentimento da música, ou de distração, ou de entreterimento, ou de um bom sono, e vinte anos depois da fabricação daquela coisa sublime modernamente antiga, odemos ter tudo carregando algumas gramas e poucos centímetros. Na biblioteca, o infinito.

A internet é um infinito de possibilidades, a música que me diga. Está tudo lá. Tá difícil de encontrar? Procuro tudo organizado na comunidade “Discografias” do Orkut. Ou melhor, e pior, procurava (passado). Neste último domingo, ela acabou. E o nosso índice/catálogo se foi. Uma batalha “vencida” pela APCM (Anti-Pirataria de Cinema e Música).

A comunidade foi criada em 2005, tinha mais de 900 mil membros e mais de 1 milhão de usuários. Trazia links para downloads bem organizados alfabeticamente pelo nome do artista. Era um dos melhores métodos de encontrar raridades perdidas pelo ciberespaço. Para os inimigos podia para ser um ultraje, mas como os moderadores da comunidade disseram “Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros”. Primeiro, porque os arquivos continuam na rede, talvez com acesso mias difícil de encontrar, e os menos raros, os populares, nem tanto, são milhares de links desses. Depois de tantos outros argumentos, música na internet é um caminho sem volta, foge ao controle do mundo real e virtual.

Como, por enquanto, este paradigma não tem fim, os embates permancem com contrapartida também de artistas que querem sim que suas mpusicas sejam disponibilizadas na internet. Contra APCM, RIAA (Recording Industry Association of America) e similares a “The Featured Artists Coalition”, uma associação de artistas que estão na contra-mão das gravadoras que estão na contra mão do mundo. O cantor Billy Bragg resume:

“‘a indústria musical não pode seguir por esse caminho’ com medidas protecionistas que equivalem ‘a colocar a pasta de dente de volta no tubo'”[trecho retirado da Folha online]

Até que se chegue a um consenso, ficaremos neste jogo de palavras, frases, expressões e argumantos repetidos e repetitivos. Nesta hora, é algo que foge ao nosso controle. Recorreremos a ferramentas de buscas, um infinito de possibilidades, não só em audio. “Eu te darei o céu meu bem, mas o meu amor também”

conspiração

cons.pi.ra.ção
sf (lat conspiratione) 1 Ato de conspirar. 2 Plano formado secretamente entre muitos contra os poderes públicos. 3 Conluio, maquinação, trama. 4 Concorrência de vários meios para o mesmo fim. Conspiração do silêncio: acordo tácito para não se falar sobre determinado assunto. [Dicionário Michaelis Online]

Quanto tempo eu vivi a procurar
Por você, meu bem
Até lhe encontrar
Mas se você pensar em me deixar
Farei o impossível prá ficar
Até!…

[Roberto Carlos – Eu te darei o céu]

Prazer, Anônimo


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A Música e a Internet

A Música e a Internet #2 – O fim da comunidade Discografias

15
mar
09

A Música e a Internet #2 – O fim da comunidade Discografias

Uma das maiores comunidades do orkut encerrou suas atividades hoje (15/03/09).

discografias

A comunidade disponibilizava e organizava links de download. Com ela acabaram também as comunidades relacionadas: Trilhas Sonoras de Filmes, Trilhas Sonoras de Novelas, Coletâneas (V.A.), Pedidos, Dicas/Dúvidas e Índice Geral.

Segundo os donos da comunidade, estavam sofrendo ameaças da  APCM (ANTI-PIRATARIA CINEMA E MÚSICA).

Veja o último tópico da comunidade com o “comunicado oficial” dos responsáveis pela comunidade aqui.

Sexta-feira (13/03), a Folha tinha publicado que alguns artistas se juntaram para lutar a favor do download, eu estava esperando um tempo para postar isso no editorial (Carta Anônima) da próxima terça, mas infelizmente a Discografias finda seu trabalho hoje, e o último post é o link para a matéria.

Ainda assim farei a Carta Anônima terça sobre este assunto, mas vá lendo a matéria da Folha. Isso tem que gerar uma discussão geral.

Artistas defendem fãs que baixam músicas na internet

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18
dez
08

humanos virtuais

second-life1Estava com saudade de São Paulo, e tudo que ela pode oferecer, mas na verdade, por motivos que serão discutidos em outra ocasião, a maior parte do tempo passo dentro de casa, em frente ao computador. E eu sei que não estou só nesta.

A rede virtual nos pegou. Hoje, são tantos sites e programas de relacionamento e entreterimento, que a vida quase resume-se a máquina. Já se pode fazer tudo dentro de casa, quase tudo na frente do computador. A base para essa vida inclui messenger, orkut (para os brasileiros) ou qualquer outro site de relacionamento, algum portal de notícias e algumas RSS, para quem gosta de estrar informado. Eu ainda gosto de aplicações que me alimentem com música. Isso já permite uma “vida social” razoável.

Em um nível avançado, há quem simule a vida e faça passeios apenas pelo computador. O famoso Second Life prende as pessoas dentro de casa, para que possam ir às festas pela internet. Os bons jogadores têm emprego e família virtuais. Já tivemos encontros graças ao jogo, e separações também. Agora, teremos um filme, baseado em uma história “real”.

Quem está de olho no projeto é o diretor Gore Verbinski, de Piratas no Caribe. O roteiro, de Steve Knight, contará a história, publicada no Wall Street Journal, de uma mulher que se sentiu traída pelo marido que mantinha um relacionamento com outro avatar no jogo. “É devastador. Você tenta conversar com a pessoa ou levar uma bebida para ela e descobre que ela está fazendo sexo com um desenho animado”, disse Sue Hoogestraat, 58 anos; seu marido Ric, 53, é casado virtualmente com Janet Spielman, 38. Além disso, seu emprego se resume apenas ao plano virtual: no jogo, ele tem uma boate e casa de strip tease que empregava outros 25 avatares; na visa real, bem… por problemas de saúde, ele passa todo o tempo em casa, porvavelmente, jogando.

A informação que tenho é que, na época da reportagem, o casal real (Sue-Ric) estava casado. E uma última observação, eles tinham se connhecido três anos antes, em um sala de bate-papo.




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