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18
abr
10

[single] Blur – Fool’s Day

O Blur passou sete anos sem lançar material inédito, eram poucos os indicativos de uma volta, até que foi anunciada –  e cumprida – uma turnê em 2009. Não fosse isso, há um tempo atrás, eu acreditaria que Damon Albarn tinha deixado Blur na década passada – mas o gênio Damon tem massa encefálica para gastar em mais de um projeto.

Não é bem o caso, mas achei esse molde da caixinha de leite do Coffee & TV. É só clicar, imprimir, cola e tesora.

Quem vê o nome da faixa pode pensar que é pegadinha, já que “Fool’s Day” é como os americanos chamam o 1º de abril, mas a música é do mesmo Blur que lançou Think Tank (2003), que antes disso já tinha seu posto na história do rock e que, para mim, tem o direito e a capacidade de reinventar suas músicas. Só vou citar Song 2, Coffee & TV e Crazy Beat.

Para Albarn, não bastou ter lançado um disco respeitável com sua banda virtual, em 2010, ele pegou o Blur para gravar algo em uma edição limitada de vinis para o Records Store Day- um grande saldão de raridades e exclusividades em lojas independentes de discos. Eu estou pedindo mais.

Obviamente, a pré-venda acabou com tudo antes do 17 de abril e, se não temos o single em 7″, temos de graça a música em formatos digitais oficialmente.

É só ir no http://www.blur.co.uk cadastrar seu e-mail e baixar o single.

E não é pegadinha.

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07
maio
09

Completo com mágia

Sim, já está disponível para download o novo disco da Movelaria.

Agora é oficial é só entrar no site da Trama Virtual e fazer o seu download gratuito.

moveis-crop

A banda já tinha comentado que na primeira vez que entraram em estúdio o objetivo era fazer algo como um “ao vivo”. Eles chegaram a gravar “ao vivo no estúdio”, mas resolveram fazer tudo de novo. Miranda se encarregou da produção e a Movelaria lança o disco C_mpl_te. Anteriormente, a banda já tinha disponibilizado os vídeos de todas as músicas do novo disco gravadas ao vivo em um quintal, com todo respeito, qualquer. A iniciativa deu muito certo, principalmente como divulgação,e as pequenas doses foram apresentando aos fãs antigos a nova sonoridade do novo grupo. O impressionante é como a sonoridade funciona tanto ao vivo, quanto no disco mixado.

Os detalhes são muito mais sensíveis e as músicas ganham outro peso. Sobre as músicas, o famoso Ska do Móveis e arranjos lindos de metais que muitas vezes chegam a trazer ares nórdicos com os sopros. Mas as diferenças em relação ao primeiro disco são evidentes. C_mpl_te tem uma levada mais Pop em suas músicas com aquela coisa de “de onde eu conheço isso mesmo?” , a flauta ganha um novo peso e harmonia, o vocal ganha distorções muitas vezes e um eco quase constante. A guitarra tem uma entonação de indie rock em alguns trechos, o baixo e a bateria – que foi gravada pelo ex-integrante Renato Rojas – garantem a levada que marcou a banda. As músicas estão um pouco mais uniformes, sem as trocas constantes de tempo e ritmo que aconteciam dentro das próprias músicas do disco anterior, Idem(2007).

A surpresa vem chega com “Cheia de Manha”, com arranjos de teclados muito diferentes do que já se viu antes na banda. Começa com uma levada Jazz e cresce para um quase samba-rock, mais rock que samba, com o típico do alternativo brasileiro entre Mundo Livre S/A, Patu Fu e o jeito próprio da banda.

18
mar
09

A Música e a Internet #3 – Conspirações

Muitas coisas, muitas vezes, parecem inevitáveis. Há coisas que fogem do nosso controle, como a modernidade. Os passos da humanidade não estão em nossas mãos, não todos. As coisas (in)felizmente simpresmente acontecem.

Quando se pensou que a digitalização traria tantas controvérsias? O futuro chegou as nossas mão no começo da década, mas algo fugiu do controle. Hoje é muito fácil encontrar qualquer um com qualquer música em qualquer reprodutor de MP3. A facilidade de tê-las sempre ao alcance é mágica, principalmente ao compararmos com os métodos antigos de se fazer ouvir música. Não vou fazer regressões muito distantes, mas o que dizer da mágica dos vinis. Música é mágica.

[Para ler ouvindo – dê o play no vídeo]

Hoje, fui em uma república e acabei por ouvir um vinil do Robertão. Nunca fui fã deste cara, mas a vitrola –  que era moderninha até, tinha menos de vinte anos – e o ruído da agulha no disco, aliadas a música proporcionam belas imagens. Mas não dá para sair carregando uma aparelho gigante para todos os lados, nem andar com estojos de vinis. Mas precisamos do sentimento da música, ou de distração, ou de entreterimento, ou de um bom sono, e vinte anos depois da fabricação daquela coisa sublime modernamente antiga, odemos ter tudo carregando algumas gramas e poucos centímetros. Na biblioteca, o infinito.

A internet é um infinito de possibilidades, a música que me diga. Está tudo lá. Tá difícil de encontrar? Procuro tudo organizado na comunidade “Discografias” do Orkut. Ou melhor, e pior, procurava (passado). Neste último domingo, ela acabou. E o nosso índice/catálogo se foi. Uma batalha “vencida” pela APCM (Anti-Pirataria de Cinema e Música).

A comunidade foi criada em 2005, tinha mais de 900 mil membros e mais de 1 milhão de usuários. Trazia links para downloads bem organizados alfabeticamente pelo nome do artista. Era um dos melhores métodos de encontrar raridades perdidas pelo ciberespaço. Para os inimigos podia para ser um ultraje, mas como os moderadores da comunidade disseram “Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros”. Primeiro, porque os arquivos continuam na rede, talvez com acesso mias difícil de encontrar, e os menos raros, os populares, nem tanto, são milhares de links desses. Depois de tantos outros argumentos, música na internet é um caminho sem volta, foge ao controle do mundo real e virtual.

Como, por enquanto, este paradigma não tem fim, os embates permancem com contrapartida também de artistas que querem sim que suas mpusicas sejam disponibilizadas na internet. Contra APCM, RIAA (Recording Industry Association of America) e similares a “The Featured Artists Coalition”, uma associação de artistas que estão na contra-mão das gravadoras que estão na contra mão do mundo. O cantor Billy Bragg resume:

“‘a indústria musical não pode seguir por esse caminho’ com medidas protecionistas que equivalem ‘a colocar a pasta de dente de volta no tubo'”[trecho retirado da Folha online]

Até que se chegue a um consenso, ficaremos neste jogo de palavras, frases, expressões e argumantos repetidos e repetitivos. Nesta hora, é algo que foge ao nosso controle. Recorreremos a ferramentas de buscas, um infinito de possibilidades, não só em audio. “Eu te darei o céu meu bem, mas o meu amor também”

conspiração

cons.pi.ra.ção
sf (lat conspiratione) 1 Ato de conspirar. 2 Plano formado secretamente entre muitos contra os poderes públicos. 3 Conluio, maquinação, trama. 4 Concorrência de vários meios para o mesmo fim. Conspiração do silêncio: acordo tácito para não se falar sobre determinado assunto. [Dicionário Michaelis Online]

Quanto tempo eu vivi a procurar
Por você, meu bem
Até lhe encontrar
Mas se você pensar em me deixar
Farei o impossível prá ficar
Até!…

[Roberto Carlos – Eu te darei o céu]

Prazer, Anônimo


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A Música e a Internet

A Música e a Internet #2 – O fim da comunidade Discografias

15
mar
09

A Música e a Internet #2 – O fim da comunidade Discografias

Uma das maiores comunidades do orkut encerrou suas atividades hoje (15/03/09).

discografias

A comunidade disponibilizava e organizava links de download. Com ela acabaram também as comunidades relacionadas: Trilhas Sonoras de Filmes, Trilhas Sonoras de Novelas, Coletâneas (V.A.), Pedidos, Dicas/Dúvidas e Índice Geral.

Segundo os donos da comunidade, estavam sofrendo ameaças da  APCM (ANTI-PIRATARIA CINEMA E MÚSICA).

Veja o último tópico da comunidade com o “comunicado oficial” dos responsáveis pela comunidade aqui.

Sexta-feira (13/03), a Folha tinha publicado que alguns artistas se juntaram para lutar a favor do download, eu estava esperando um tempo para postar isso no editorial (Carta Anônima) da próxima terça, mas infelizmente a Discografias finda seu trabalho hoje, e o último post é o link para a matéria.

Ainda assim farei a Carta Anônima terça sobre este assunto, mas vá lendo a matéria da Folha. Isso tem que gerar uma discussão geral.

Artistas defendem fãs que baixam músicas na internet

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A Música e a Internet

10
mar
09

A Música e a Internet

Entre o ilegal, o legal e as novas alternativas.

A coisa mas banal hoje é baixar música da internet, assim as redes de compartilhamento ganha amigos e inimigos. Mas, com centrais ou não, o compartilhamento de arquivos é um caminho sem volta. Resta aos artistas achar alterativas  conseguir a acatação do público.

As discussões entre o tipo de compartilhamento e os detentores de direitos autorais começam no final da década passado, desde o nascimento do sitema p2p (peer-to-peer), que permite a troca de arquivos online. O primeiro vilão foi o Napster(maio/1999), que logo recebeu o protesto e os processos de artistas como Madonna e Metallica e da RIAA (Recording Industry Association of America) – uma espécia de sindicato das gravadoras americanas. Em 2001, o serviço foi fechado e os servidores desligados, em 2002, o Napster foi comprado por uma empresa que passou avender o contéudo dos seus arquivos.

Mas o Napster foi “apenas” o primeiro ápice de uma revolução. Já passamos por eDonkey, e outros e’s, na ilegalidade e por meios legais como o iTunes que vende a música digital.

Os processos continuam contra redes, sites e comunidades no Orkut, por exemplo. Os réus da vez são o “Pirate Bay” e a comunidade “Discografias”.

Com tudo isso, a primeira década deste milênio pode ser caracterizada pela ação das gravadoras e adequação dos artistas a um novo modelo de produto. Música barata a venda, música limitada, “dê o seu preço”, música de graça, bônus para quem comprar alguma coisa.radiohead-its-up-to-you

Mas a abrangência da rede é tão grande que isso ficou quase incontrolável, e a discussão acontece até (e principalmente) entre os artistas. A atitude do Radiohead foi chamada de imbecil por Robert Smith, quando permitiram aos consumidores darem preço ao produto, assim o Radiohead milhões de cópias digitais e físicas(em disco com extras) com bons valores, os representantes da Warner não divulgaram os valores da média de preço pelo download, mas garantem que a qualquer momento em que chegasse o prejuízo estavam prontos para acabar com a “promoção”. Estimasse que mais de 60% não pagou nada e mesmo assim a média de preço ficou em 4 libras.

E assim, nessa semana algo mais contraditório acontece: Lars Ulrich (baterista do Metallica) confessa ter baixado ilegalmente o disco Death Magnetic da sua própria banda – inimiga ferrenha do mp3, uma das responsáveis pelo fechamento do Napster – quando vazou na internet. Ele “queria ver como funcionava”.

O que mais se tem visto são maneiras de valorizar os produtos do artistas, músicas extras, box especial… e shows.

Mas aqui no Brasil, através da Trama Virtual, uma boa iniciativa agrada aos fãs e merece novos adeptos: o download patrocinado. O fã continua sem pagar nada pelo download,e o artista continua ganhando com o seu trabalho, quem paga por cada “cópia” são os patrocinadores do portal que colocam sua publicidade e ganham em marketing pelo apoio à música. A Trama faz contrato com os artistas e disponibilizam lançamentos completos. Já participaram do projeto CSS(Cansei de Ser Sexy), Macaco Bong e em abril chega o novo disco do Móveis Coloniais de Acaju.

O julgamento do Pirate Bay aconteceu até semana passada, o veredito será dado dia 17 de abril. Os fundadores e desenvolvedores são acusados de 33 delitos e podem ser presos.

O que podemos esperar?




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