Archive for the 'Minha visão' Category

25
abr
10

Campanha de injeção de rock

O que ficou provado para mim na última quinta-feira, 22 de abril, é que Bauru precisa de rock. Para não falar em proporções nacionais.

Na noite do dia 22, Bauru recebeu a banda baiana Vivendo do Ócio. Como em outros meses, a unidade bauruense manteve a programação do chamado “espaço indie”. Mas dessa vez me surpreendi com a forma que o espaço estava preenchido, bem preenchido, um ótimo público se compararmos com outras edições e ninguém estava imune ao rock.

Vivendo do Ócio já ganhou repercursão ganhando prêmios de revelação e respeito mesmo precoce. Aparecendo na grande mídia, consegue gerar burburinho, mesmo que o público não saiba muito bem o que esperar. Antes do show que atrasou 15 minutos, enquanto a banda passeava pelos corredores, ouvi um diálogo mais ou menos assim: “Nossa, quanta gente. A banda que vai tocar é boa?” “Não conhece muito, mas eles já tocaram no Altas Horas”.

No público visualmente heterogêneo, o gosto comum estava estampado na cara da maioria logo nas primeiras músicas, cabeças balançando, mãos batendo nas pernas e pés batendo no chão. Se os tiozinhos não sabiam cantar, tinha uma platéia jovem que balbuciava timidamente as letras. Os estranho era ver uma platéia acomodada e sentada, até Jajá – vocalista da Vivendo do Ócio – lembrar que aquilo era um show de rock.

Antes disso, a banda não se entrosava muito perfeitamente com o público. No início do show, quando Jajá agradecia a presença do público, alguém gritou “vem de novo”, o baiano entendeu “mentiroso”. Disse que o fã estava errado e recompensou o público com Rock – o mal entendido pode ter tido um saldo positivo – mesmo que ninguém estivesse entendendo nada. E, nem sei se esse parágrafo ficou claro, também. O pedido de desculpas veio pelo Twitter.

O show curto mostrou que o Vivendo do Ócio é muito melhor ao vivo e pessoalmente que nos discos. Supera espectativas a força das guitarras e do baterista. Diego – o cara em questão – merece menção honrosa, quebrou tudo na bateria, muito fôlego e vontade, deixou todo mundo que saia do show pensando “que cara louco”. A banda toda entrou em campo com vontade o bastante para estourar a corda do baixo na primeira música.

No final do set, covers de The Doors, versão da banda para “Break On Trough” está em um coletânea da Deckdisc; Arctic Monkeys, “Dancing Shoes”, e Raul Seixas, “Carimbador Maluco”. Fechando com o primeira hit da banda: “Fora, Mônica”.

A banda merece destaque tanto por sua apresentação forte e potente, e muito mias por se diferenciar das novas bandas a ganhar a mídia mais por moda que por competência. Me vieram reclamar até da falta de erros – que o rock pode precisar. O som alto levava a refrões pouco manjados e menos repetitivos, ninguém ali esperava “pela última vez”.

A apresentação do grupo, levando gente de diversas idades, mostrou o quanto os bauruenses querem mais rock, muita vezes restritos às pequenas aparições no underground mantido pelo Fora do Eixo e o Enxame Coletivo, ou às festas nas repúblicas universitárias.

25
fev
10

Kanye West está de blog novo

KanyeWest.com

Estreou ontem a nova página do rapper metido a cantor e estilista. Kanye avisou por seu antigo blog, que tinha um visual totalmente diferente.

No (agora) antigo Kanye UniverseCity, ele costumava postar coisas sobre design futurista de móveis e carros de luxo, muitas coisas sobre moda e sneakers, e também sobre música, principalmente, de seus colaboradores no rap.

O site já pode ser visto como um preview do que virá a ser o novo disco de Kanye West. Por enquanto, o conteúdo são fotos tribais em molduras de ouro.

O visual do University casava com os conceitos estéticos e musicais com que Kanye trabalhava desde sua estréia com The College Dropout [2004] até Graduation [2007]. O último disco de Kanye, 808s & Heartbreak [2008], ainda conseguiu se adequar, mas, se tomarmos para comparação o clipe de Love Lockdown (primeiro single de 808s), com o fundo branco e as tribos africanas, é uma estética bem próxima do novo site e muito distante de Stronger (do Gradiation), que tinha samplers de Daft Punk, tecnologia japonesa e neon.

Acesse KanyeWest.com

Assista Love Lockdown:

12
fev
10

Que galera é essa?

Móveis Coloniais de Acaju sabe como recompensar seus fãs.

O som que eles fazem vem ganhando vários adeptos pela qualidade dos arranjos e por fazer com que cada fã sinta-se membro. Nos shows, a platéia completa com energia, cantando, gritando e assoviando as melodias dos sopros. Na internet, todos podem baixar as músicas gratuitamente para não fazer feio ao vivo. E os 10 Móveis fazem bem bonito com ou sem cupins.

Chegando o carnaval, a movelaria reformatou a faixa de abertura do disco C_mpl_te, lançado no primero semestre de 2009. “Adeus” ganhou mais axé e deixou de ser uma balada pouco melancólica para entrar nos bailes de todas as vezes. A história começou com a apresentação no Lobão ao Mar, aqui dá para perceber a transição.

Mas foi essa semana que eles entraram em estúdio para aprimorar a idéia. O processo todo pode ser acompanhado ao vivo pela Trama TV. E quem aguentou horas ouvindo repetidas vezes, viu o fôlego da banda. A mistura de ska, frevo, axé e a bela letra de Adeus: “Abandono o que é pronto e digo: Adeus” para começar qualquer festa regada a confete, serpentina e fantasias.

Você pode baixar o vídeo e o mp3 disponibilizados pela banda.

E assistir na íntegra o programa Lobão Ao Mar com Móveis no portal MTV.

04
set
09

Rotina #1 – Chegada em Curitiba

Como já disse, até segunda-feira teremos o Intercom e você pode acompanhar a rotina deste novo repórter por aqui.

Acabei de chegar em Curitiba, foram 9 horas (não muito bem cronometradas) de viagem. Um pouco cansativo, mas nada comparada ao trabalho que parece vir pelos próximos dias, a partir da próxima manhã, que está bem perto por sinal.

Este blog nunca tentou ser de desabafo pessoal,mas  evento que fala sobre a mídia e a cultura digital pede um acompanhamento mais de perto. Abaixo tem uma tentativa de vídeo sobre a nossa chegada em uma república que acolheu parte da equipe.

Os assuntos das palestras parece bem interessante, então os materiais colocados neste blog virão com mais qualidade que esse ensaio.

02
set
09

Por dentro do Intercom

Quem não vai para Curitiba acompanha pela internet.

Neste fim-de-semana acontece o Intercom 2009, uma conferência nacional de estudos interdisciplicares sobre a comunicação. É um evento bem complexo sobre comunicação com fóruns, mesas, grupos de trabalhos e apresentação e premiação de projetos.

intercomandar

As discussões são levadas por um tema principal, que neste ano é “Comunicação, Educação e Cultura na era digital”  e seus desdobramentos nas diversas  áreas da comunicação, do jornalismo, da propaganda, dos meios midiáticos e etc.

Para a participação é necessária a inscrição antecipada, mas quem por qualquer motivo não pode ir à Curitiba e se interar da discussões, não vai ficar totalmente alheio, ainda mais sobre um avento que cita em seu título a era digital.

Muito mais que uma tecnologia, a digitalização supõe, a cada dia mais, o compartilhamento, queiram ou não os monopólios.

Não vai ser difícil ficar informado, a empresa Júnior de Jornalismo da Unesp/Bauru estará fazendo a cobertura do evento. Uma equipe de mais de dez repórteres – eu entre eles – está disposta a trazer o máximo de qualidade e número de informações relevantes. Quem se interessa é só seguir o Twitter da Jornal Jr. e acompanhar também pelo blog da agência. Todo o conteúdo, incluindo aúdio e vídeo, serão veículados e disponibilizados através do portal Mundo Digital da Unesp.

jornaljr

Paralelamente à produção de material para a Jornal Jr., estarei atualizando este blog com informações e vídeos (os meus amadores) sobre a estadia na cidade de Curitiba e no Intercom, como sugere o nome deste blog, a rotina deste estudante de Jornalismo.

Siga-me no Twitter (troquei de usuário), agora é @_raphaelbispo.

06
ago
09

Top90 #10 – 1999

O último ano da década e a última lista do Top90:ilove90s

Ricky Martin – Living La Vida Loca
Lou Bega – Mambo nº5
Eminem – My Name Is
Britney Spears – Baby, One More Time
Cássia Eller – O Segundo Sol
Caetano Veloso – Sozinho
Los Hermanos – Anna Julia
Cake – Never There
Blink 182 – All the Small Things

Para ouvir no Player ou na página do Podomatic.

Parece que quantomais heterogênea a lista mais completa, mas, ao se falar em anos 90 e uma lista, o lado que se ressalta é pop, o papa eu desconheço.

Como aqui nenhuma regra foi seguida, ache quantas exceções quiserem. Fiquem à vontade, o estímulo que fica é o de reviver os anos 90, faça sua lista de quantas músicas acharem necessárias para definir a década.

Neste último programa, comparamos as nossas listas com as de Pablo Miyazawa (editor da Rolling Stone BR), Davi (Banda Ecos Falsos) e Maestro Billy.

Mas tudo passa, eu aprendi muito com o podcast, tentando produzir alguma coisa legal e pesquisando mais sobre o mundo dos anos 90, quando eu ainda era um garotinho. Aprendi a escutar um pouco mais daquela década, algumas coisas boas outras nem tanto, saber lidar com humor facilita, problematiza e ainda diverte.

Acho que ainda teremos alguma coisa para fechar ou alongar o assunto “anos 90”. Nossa humilde lista já foi feita, e tudo passa, tudo passará. Nada ficará. Com este pensamento famoso de 1969, acaba o top90 de 1999. Fica o clipe retrato: Blink-182 – All The Small Things.


22
jul
09

Top90 #8 – 1997

Esse é com certeza um os melhores anos da década e do Top90. A lista: around the world

Daft Punk – Around the World
Chemical Brothers – Block Rocking Beats
Prodigy – Smack My Bitch Up
The Verve – Bittersweet Shymphony
Racionais MC’s – Diário de um Detento
Backstreet Boys – Everybody
Foo Fighters – My Hero
Radiohead – Karma Police
Song 2 – Blur

Dá para curtir coisas bregas no começo, mas é bom ouvir até o final! Acaba com Blur, uma das melhores bandas da década, sem entrar em detalhes. Não fossem os nossos comentários, ouviria o Top90 na boa.

CORRIGINDO!

Na verdade, eu tinha colocado a lista de outro ano (cheio de coisas bregas) a única coisa certa era a música de encerramento.

Na verdade, é ainda melhor!A música eletrônica volta em peso e de formass muito diversas. No fim, hoje, temos o eletrônico impregnado em quase todos os meios músicais, mesmo que isso não signifique uma música desumanizada como alguns acreditavam que era desde a sua criação.

Se eu me lembro mal, eu estava um pouco doente na gravação, por isso foram poucos comentários, mas eu estava muito satisfeio com todo o resto que não fossse minha voz. É por isso que eu não gosto de ouvir o “produto-final” e acabo dando dessas falhas. Aproveitem e critiquem.




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