Archive for the 'Carta Anônima' Category

20
out
10

Para não parar de ANDaR!

Nem sei a quanto tempo não escrevo aqui. Na verdade, na minha cabeça, isso daqui já tinha acabado há algum tempo, mas a mesma cabeça refutou. Então, por ela e por este vídeo – puro pretexto, estamos de volta.

O que o vídeo tem de especial? Nada demais, é só uma banda tocando seu “hit” com iPhones no metrô. E neste blog? Não sei se é especial, mas tem música na era digital e a subcultura sob olhar de um cara urbano que veio morar no interior. E eu adoro metrô. Sinta-se à vontade ao transitar por aqui.

[o vídeo eu vi no URBe – de um cara que eu admiro bastante – e, apesar da lógica do nome de nossos blogs ser parecidada, eu só conheci depois de ter criado este aqui]

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09
jun
09

Falta de tempo

Mil perdões, acho que não atualizo o ANDaR! há muito tempo, irônicamente, meu problema é a falta de tempo. O Cover Blog MTV sofreu o mesmo problema, mas ambos serão atualizados em breve, afinal temos um feriado. Não sei se na quinta já vou postar, já que vou estar cansado da viagem, enfim…

Estou sempre no twitter, deixando novidades da cultura pop e principalmente sobre música, os discos que vazam. Me sigam para ver! è mais fácil atualizar com apenas 140 caracteres. @_anonimo

Mesmo não tendo um post tem conteúdo novo aqui pelo menos 2 vezes por semana. Sim, temos o nosso podcast TOP90. Nele, Davi Rocha (Highpop) e eu falamos sobre a música dos anos 90, passando por todos os anos da década. Toda quarta-feira sai a versão de 1 hora, no resto da semana, geralmente no sábado, sai uma versão de 9 minutos, com trechos das 9 músicas que escolhemos para cada ano da década. Vou deixar o player no topo para ficar mais fácil. Ouçam e critiquem! (outra coisa irônica é que produzir o Top90 é uma das coisas que me tomam mais tempo). Dá para acessar a página do podcast no podomatic e ouvir todos os programas.

Acessem também o COVER BLOG no Portal da MTV. (também fiz um twitter dele) @coverblog sempre posto sobre novidades de cover e remixes em links lá.

Abraços, anonimamente, Raphael Bispo.

20
maio
09

Nossa estréia no Portal MTv

Comecei ontem a publicar no Portal MTv. A seção “Recovering” deu uma evoluída e gerou o Cover Blog. O Assunto tratado será o mesmo, e a seção “Recovering” continua por aqui, toda segunda-feira. Lá o objetivo é o mesmo, falar de plágios, samplers e covers,vamos ver como vai se desenvolver, por que, aqui no ANDaR!, eu já estou em casa. Aqui nos vemos quase diariamente (preciso me organizar melhor) com a seção Recovering às segudundas-feiras, e no COVER BLOG de segunda e quinta. Clique na imagem, e faça uma visita, deixe lá sua sugestão ou comentário. O endereço é http://mtv.uol.com.br/coverblog/blog. Vamos nos esbarrando pelo caminho. Abraços, anonimamente Raphael Bispo.

coverblog

05
maio
09

+1 entre zeros e uns (e outros números) #2

1/2 ano de blog, 100 posts e um pouco de orgulho. [about me and you]

binario
Foi assim que começou “+1 entre zeros e uns (e outros números)” – o primeiro post. Era uma simples atividadde para a faculdade, fazer um artigo. Resolvi que faria um artigo, e colocaria minha opinião para que outros opinassem, ninguém leria mesmo. O título do artigo(post) falava sobre “zeros e uns” tentando trazer o vínculo da informática, da internet e dos blogs, naquele momento me juntava as estatísticas binárias; o resto do texto é sobre a eleição dos 100 maiores músicos brasileiros pela Rolling Stone. Resolvi colocar num blog e depois mantê-lo.

No começo, o blog falaria sobre cultura pop aplicada ao cotidiano, este ainda é o objetivo, mas a cada dia ele fala mais sobre música – Já pediram para eu trocar o nome “ANDaR!” por “Ouvir”. O nome do blog é a sigla de “Anônimo Descobrindo a Rotina!”, e tem algo mais rotineiro que ouvir tanto música, quanto barulho, desejável ou indesejável? Mesmo sendo este o assunto principal, eu ainda não estou totalmente preso a ele, mas ele está preso em mim.

Foi tomando este rumo desde a minha primeira resenha postada, assim que vazou o disco do “Little Joy – antes do esperado, não prematuro“. Era mais uma atividade universitária. Gostei do resultado. Muitos dos primeiros posts me agradam bastante, porém depois de uma denúncia iriamos para outras veredas e resume bastante a trajetória deste blog.

Era o possível plágio do NX Zero e a pergunta “Com quantos plágios se faz um hit?” rendeu uma série de posts e duas categorias do blog – as que eu mais respeito nele. Depois do esclarecimento -“Entre o cover e o plágio: Onde estão as influências?“, um perfil de Rick Bonadio que era para ter sido como uma crônica – “Rick Bonadio – Para transformar em ouro“. Depois disso resolvi que gostava de falar sobre o plágios e covers e escrever sobre pessoas e seus perfis. Então, criei as categorias Recovering e Nominando.

Por falta de tempo e inspiração (quase que literalmente), o blog caiu em produtividade e qualidade. Até que o Veloso me fez sacudir a poeira – “Caetano – Para (re)fazer isso funcionar direito“. Um belo perfil do cantor e uma boa volta para a blogueiragem. Na Recovering, um post de classe sobre um disco de covers de classe de um senhor de classe e essas redundâncias típicas da categoria – “Revoir Monsieur Gainsbourg“.

Com tanta música na internet, fiz uma série sobre isso. Discutir “A Música e a Internet” é o presságio de 4 posts. O destaque vai para “A Música e a Internet #3 – Conspirações” inspirado por um vinil do Roberto Carlos.

Voltando aos plágios e coisas semelhantes chegou “Tirando o atraso – sem vergonha ou pudor” sobre a parceria entre Jet e Iggy Pop.

Este é o centésimo post, mais um entre zeros e uns, que foi veio depois do “About the Old Folks” e antes do “About the Young Folks”. Este é “about our own style” e eu me importo com todo o resto.

É sempre um prazer,

Anônimo (Raphael Bispo)

E para quem interessar fica aqui a lista de 9 dos 99 posts que me trouxeram aqui e o orgulhinho :

+1 entre zeros e uns (e outros números)andar

Little Joy – Antes do esperado, não prematuro

Com quantos plágios se faz um hit?

Entre o cover e o plágio: Onde estão as influências?

Rick Bonadio – Para transformar em ouro

Caetano – Para (re)fazer isso funcionar direito

Revoir Monsieur Gainsbourg

A Música e a Internet #3 – Conspirações

Tirando o atraso – sem vergonha ou pudor

27
mar
09

Caetano – Para (re)fazer isso funcionar direito

Às ordens de Caetano Veloso

O nome completo: Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso – nasceu em 7 de agosto de 1942 e adquiriu a capacidade de inventar, reinventar e auto-reiveintar com os anos. Um dos grandes artistas brasileiros que nos fez alguma coisa que chamamos de MPB ou, simplesmente, de música brasileira que é contemporânea há décadas. Ele nunca se deixou virar passado.

A sua influência e o amor à música começaram cedo. Com 4 anos escolheu o nome da irmã, “Maria Bethânia”, baseado na música cantada por Nelson Gonçalves. Com 5, começa a descobrir como experimentar as artes; com 10, grava pela primeira vez canções para a família.

Crescido aprende a tocar violão, escreve críticas de cinema para o “Diário de Notícias” e se apaixona pelo novo cantor Gilberto Gil; depois, escreve trilhas para peças de teatro, conhece Gil – e com ele a companhia ilimitada: Gal e Tom Zé – e decide ser cantor e compositor.

caetanoveloso-qualquercoisa1975Foi tropicalista, foi mpbista, transgressor, foi roqueiro, foi sempre Caetano. Já teve longos os cabelos, já foi leão, já foi caracol, já teve música por tudo isso, e com música já foi camaleão. Já foi moderno, nacionalista, e parafraseando Carmen Miranda, já foi americanizado. Já desmentiu isso, já denunciou. Coloca a boca no trombone, no microfone. Já discutiu e colocou em dúvida a capacidade de alguns críticos e jornalistas através de seu blog; Já mandou a MTv botar a “p**** para funcionar direito” ao vivo. Já foi história. É muita história.

Seria complexo demais desejar traçar um perfil completo. Caetano já foi tanta coisa, já fez tanta coisa e para mim faz parte daquelas figuras da história viva brasileira. É um jovem com mais de 60 anos, pronto para transgredir.

Nesta semana que teve um lapso de mediocridade deste autor, ele me lembra: “Vamô botar isso para funcionar direito!”

E como anônimo, eu repito: “Você nem vai me reconhecer, quando eu passar por você.”

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “Caetano Veloso – Outro – Mp3Tube“, posted with vodpod
18
mar
09

A Música e a Internet #3 – Conspirações

Muitas coisas, muitas vezes, parecem inevitáveis. Há coisas que fogem do nosso controle, como a modernidade. Os passos da humanidade não estão em nossas mãos, não todos. As coisas (in)felizmente simpresmente acontecem.

Quando se pensou que a digitalização traria tantas controvérsias? O futuro chegou as nossas mão no começo da década, mas algo fugiu do controle. Hoje é muito fácil encontrar qualquer um com qualquer música em qualquer reprodutor de MP3. A facilidade de tê-las sempre ao alcance é mágica, principalmente ao compararmos com os métodos antigos de se fazer ouvir música. Não vou fazer regressões muito distantes, mas o que dizer da mágica dos vinis. Música é mágica.

[Para ler ouvindo – dê o play no vídeo]

Hoje, fui em uma república e acabei por ouvir um vinil do Robertão. Nunca fui fã deste cara, mas a vitrola –  que era moderninha até, tinha menos de vinte anos – e o ruído da agulha no disco, aliadas a música proporcionam belas imagens. Mas não dá para sair carregando uma aparelho gigante para todos os lados, nem andar com estojos de vinis. Mas precisamos do sentimento da música, ou de distração, ou de entreterimento, ou de um bom sono, e vinte anos depois da fabricação daquela coisa sublime modernamente antiga, odemos ter tudo carregando algumas gramas e poucos centímetros. Na biblioteca, o infinito.

A internet é um infinito de possibilidades, a música que me diga. Está tudo lá. Tá difícil de encontrar? Procuro tudo organizado na comunidade “Discografias” do Orkut. Ou melhor, e pior, procurava (passado). Neste último domingo, ela acabou. E o nosso índice/catálogo se foi. Uma batalha “vencida” pela APCM (Anti-Pirataria de Cinema e Música).

A comunidade foi criada em 2005, tinha mais de 900 mil membros e mais de 1 milhão de usuários. Trazia links para downloads bem organizados alfabeticamente pelo nome do artista. Era um dos melhores métodos de encontrar raridades perdidas pelo ciberespaço. Para os inimigos podia para ser um ultraje, mas como os moderadores da comunidade disseram “Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros”. Primeiro, porque os arquivos continuam na rede, talvez com acesso mias difícil de encontrar, e os menos raros, os populares, nem tanto, são milhares de links desses. Depois de tantos outros argumentos, música na internet é um caminho sem volta, foge ao controle do mundo real e virtual.

Como, por enquanto, este paradigma não tem fim, os embates permancem com contrapartida também de artistas que querem sim que suas mpusicas sejam disponibilizadas na internet. Contra APCM, RIAA (Recording Industry Association of America) e similares a “The Featured Artists Coalition”, uma associação de artistas que estão na contra-mão das gravadoras que estão na contra mão do mundo. O cantor Billy Bragg resume:

“‘a indústria musical não pode seguir por esse caminho’ com medidas protecionistas que equivalem ‘a colocar a pasta de dente de volta no tubo'”[trecho retirado da Folha online]

Até que se chegue a um consenso, ficaremos neste jogo de palavras, frases, expressões e argumantos repetidos e repetitivos. Nesta hora, é algo que foge ao nosso controle. Recorreremos a ferramentas de buscas, um infinito de possibilidades, não só em audio. “Eu te darei o céu meu bem, mas o meu amor também”

conspiração

cons.pi.ra.ção
sf (lat conspiratione) 1 Ato de conspirar. 2 Plano formado secretamente entre muitos contra os poderes públicos. 3 Conluio, maquinação, trama. 4 Concorrência de vários meios para o mesmo fim. Conspiração do silêncio: acordo tácito para não se falar sobre determinado assunto. [Dicionário Michaelis Online]

Quanto tempo eu vivi a procurar
Por você, meu bem
Até lhe encontrar
Mas se você pensar em me deixar
Farei o impossível prá ficar
Até!…

[Roberto Carlos – Eu te darei o céu]

Prazer, Anônimo


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A Música e a Internet #2 – O fim da comunidade Discografias

10
mar
09

A Música e a Internet

Entre o ilegal, o legal e as novas alternativas.

A coisa mas banal hoje é baixar música da internet, assim as redes de compartilhamento ganha amigos e inimigos. Mas, com centrais ou não, o compartilhamento de arquivos é um caminho sem volta. Resta aos artistas achar alterativas  conseguir a acatação do público.

As discussões entre o tipo de compartilhamento e os detentores de direitos autorais começam no final da década passado, desde o nascimento do sitema p2p (peer-to-peer), que permite a troca de arquivos online. O primeiro vilão foi o Napster(maio/1999), que logo recebeu o protesto e os processos de artistas como Madonna e Metallica e da RIAA (Recording Industry Association of America) – uma espécia de sindicato das gravadoras americanas. Em 2001, o serviço foi fechado e os servidores desligados, em 2002, o Napster foi comprado por uma empresa que passou avender o contéudo dos seus arquivos.

Mas o Napster foi “apenas” o primeiro ápice de uma revolução. Já passamos por eDonkey, e outros e’s, na ilegalidade e por meios legais como o iTunes que vende a música digital.

Os processos continuam contra redes, sites e comunidades no Orkut, por exemplo. Os réus da vez são o “Pirate Bay” e a comunidade “Discografias”.

Com tudo isso, a primeira década deste milênio pode ser caracterizada pela ação das gravadoras e adequação dos artistas a um novo modelo de produto. Música barata a venda, música limitada, “dê o seu preço”, música de graça, bônus para quem comprar alguma coisa.radiohead-its-up-to-you

Mas a abrangência da rede é tão grande que isso ficou quase incontrolável, e a discussão acontece até (e principalmente) entre os artistas. A atitude do Radiohead foi chamada de imbecil por Robert Smith, quando permitiram aos consumidores darem preço ao produto, assim o Radiohead milhões de cópias digitais e físicas(em disco com extras) com bons valores, os representantes da Warner não divulgaram os valores da média de preço pelo download, mas garantem que a qualquer momento em que chegasse o prejuízo estavam prontos para acabar com a “promoção”. Estimasse que mais de 60% não pagou nada e mesmo assim a média de preço ficou em 4 libras.

E assim, nessa semana algo mais contraditório acontece: Lars Ulrich (baterista do Metallica) confessa ter baixado ilegalmente o disco Death Magnetic da sua própria banda – inimiga ferrenha do mp3, uma das responsáveis pelo fechamento do Napster – quando vazou na internet. Ele “queria ver como funcionava”.

O que mais se tem visto são maneiras de valorizar os produtos do artistas, músicas extras, box especial… e shows.

Mas aqui no Brasil, através da Trama Virtual, uma boa iniciativa agrada aos fãs e merece novos adeptos: o download patrocinado. O fã continua sem pagar nada pelo download,e o artista continua ganhando com o seu trabalho, quem paga por cada “cópia” são os patrocinadores do portal que colocam sua publicidade e ganham em marketing pelo apoio à música. A Trama faz contrato com os artistas e disponibilizam lançamentos completos. Já participaram do projeto CSS(Cansei de Ser Sexy), Macaco Bong e em abril chega o novo disco do Móveis Coloniais de Acaju.

O julgamento do Pirate Bay aconteceu até semana passada, o veredito será dado dia 17 de abril. Os fundadores e desenvolvedores são acusados de 33 delitos e podem ser presos.

O que podemos esperar?




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