10
mar
09

A Música e a Internet

Entre o ilegal, o legal e as novas alternativas.

A coisa mas banal hoje é baixar música da internet, assim as redes de compartilhamento ganha amigos e inimigos. Mas, com centrais ou não, o compartilhamento de arquivos é um caminho sem volta. Resta aos artistas achar alterativas  conseguir a acatação do público.

As discussões entre o tipo de compartilhamento e os detentores de direitos autorais começam no final da década passado, desde o nascimento do sitema p2p (peer-to-peer), que permite a troca de arquivos online. O primeiro vilão foi o Napster(maio/1999), que logo recebeu o protesto e os processos de artistas como Madonna e Metallica e da RIAA (Recording Industry Association of America) – uma espécia de sindicato das gravadoras americanas. Em 2001, o serviço foi fechado e os servidores desligados, em 2002, o Napster foi comprado por uma empresa que passou avender o contéudo dos seus arquivos.

Mas o Napster foi “apenas” o primeiro ápice de uma revolução. Já passamos por eDonkey, e outros e’s, na ilegalidade e por meios legais como o iTunes que vende a música digital.

Os processos continuam contra redes, sites e comunidades no Orkut, por exemplo. Os réus da vez são o “Pirate Bay” e a comunidade “Discografias”.

Com tudo isso, a primeira década deste milênio pode ser caracterizada pela ação das gravadoras e adequação dos artistas a um novo modelo de produto. Música barata a venda, música limitada, “dê o seu preço”, música de graça, bônus para quem comprar alguma coisa.radiohead-its-up-to-you

Mas a abrangência da rede é tão grande que isso ficou quase incontrolável, e a discussão acontece até (e principalmente) entre os artistas. A atitude do Radiohead foi chamada de imbecil por Robert Smith, quando permitiram aos consumidores darem preço ao produto, assim o Radiohead milhões de cópias digitais e físicas(em disco com extras) com bons valores, os representantes da Warner não divulgaram os valores da média de preço pelo download, mas garantem que a qualquer momento em que chegasse o prejuízo estavam prontos para acabar com a “promoção”. Estimasse que mais de 60% não pagou nada e mesmo assim a média de preço ficou em 4 libras.

E assim, nessa semana algo mais contraditório acontece: Lars Ulrich (baterista do Metallica) confessa ter baixado ilegalmente o disco Death Magnetic da sua própria banda – inimiga ferrenha do mp3, uma das responsáveis pelo fechamento do Napster – quando vazou na internet. Ele “queria ver como funcionava”.

O que mais se tem visto são maneiras de valorizar os produtos do artistas, músicas extras, box especial… e shows.

Mas aqui no Brasil, através da Trama Virtual, uma boa iniciativa agrada aos fãs e merece novos adeptos: o download patrocinado. O fã continua sem pagar nada pelo download,e o artista continua ganhando com o seu trabalho, quem paga por cada “cópia” são os patrocinadores do portal que colocam sua publicidade e ganham em marketing pelo apoio à música. A Trama faz contrato com os artistas e disponibilizam lançamentos completos. Já participaram do projeto CSS(Cansei de Ser Sexy), Macaco Bong e em abril chega o novo disco do Móveis Coloniais de Acaju.

O julgamento do Pirate Bay aconteceu até semana passada, o veredito será dado dia 17 de abril. Os fundadores e desenvolvedores são acusados de 33 delitos e podem ser presos.

O que podemos esperar?

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7 Responses to “A Música e a Internet”


  1. 10/março/2009 às 2:38 pm

    Eu acho que a arte é feito para ser apreciada!

    Todos precisam ter acesso a ela

    Se existe a necessidade de ganhar dinheiro. Arrume outra ferramenta para isso
    A música tem que ser de graça, se o cara for fan de verdade, vai querer comprar um cd, ou ir ao show, talvez ter uma camisa. Outra estratégia seria vender a imagem do artista através de mechandising.

    Utilizar outros recursos comerciais para alavancar dinheiro.

    Jamais proibir o acesso liberado!

  2. 2 michellniero
    10/março/2009 às 2:42 pm

    É um caminho sem volta que foi sedimentado pela própria indústria fonográfica. Foi ela quem criou a reprodução técnica da música lá no passado, era ela quem detinha os meios para produção musical e abusava desse poder. Até pouco tempo atrás essa mesma indústria fonográfica procurava enganar o ouvinte lançando coletâneas picaretas com nomes de artistas conhecidos mas com músicas interpretadas por covers. Todo esse pacote de ações anti-éticas fez espuma e um dia explodiu.

    Hoje não precisamos pagar para ouvir música, a distribuição e divulgação não precisa mais depender de jabá e o artista (artista mesmo) está feliz da vida com o aumento da receitas dos shows. Não vejo crise alguma, muito pelo contrário. É um modelo secular que vem ruíndo para o bem de quem ama música.

    Um abraço e parabéns pela reflexão.

  3. 11/março/2009 às 1:55 pm

    como vc msm disse acho que os artistas tem que procurar novas formas de ganhar dinheiro com sua música, fazendo mais shows, ou deixando os cds mais baratos…essa revolução toda ajudou aos fãs, e isso que importa

  4. 11/março/2009 às 3:37 pm

    Achei super bacana essa idéia do download patrocinado.

    Bom, eu baixo ilegalmente pq acho um absurdo pagar R$40 num CD de 12 músicas. Enquanto as gravadoras continuarem sendo abusivas, mais downloads ilegais serão feitos.


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