
Illustration by Tim O’Brien. Based on photograph by Shawn Thew/EPA/Corbis

Illustration by Tim O’Brien. Based on photograph by Shawn Thew/EPA/Corbis
“Foi lançado oficialmente nesta segunda-feira, 15, o primeiro trailer de X-Men Origens: Wolverine, filme solo do mutante canadense da editora de quadrinhos Marvel Comics.” Site Rolling Stone Brasil. No link, tem o “primeiro trailer oficial”.
Aqui você vê uma gravação tosca de alguém dentro de uma sala de cinema americana que gravou um trailer com sua câmera pessoal. [mesmo com a baixa qualidade do vídeo, gostei mais deste]
Saiu na edição deste mês da revista Rolling Stone uma lista, o top 100, dos maiores músicos brasileiros. A revista chegou às bancas esta semana, mas as polêmicas foram mais rápidas. O burburinho já começou com os boatos de uma lista, e se intensificou com as prévias divulgadas, ou vazadas, na internet, uma com dez, outra com os vinte primeiros.
As reações eram imediatas. A internet dá a oportunidade. Toda vez que os internaltas conferiam a lista e não encontravam seus artistas preferidos, era uma alfinetada. E foram tantas. O frenesi pela lista final era evidente, com isso a esperança de justiça. “Se ele não apareceu entre os vinte primeiros, ao menos TEM que estar na lista”, era em que a maioria se segurava.
È muito difícil definir os critérios dos jornalistas e críticos, donos da opinião final. Mas a internet veio para satisfazer o ego de todos, dos mortais desconhecidos que são fãs de outros – os mortais “conhecidos” – e dos jornalistas que não foram chamados para a eleição.
Os eleitos imortais e reconhecidos foram: Tom Jobim, João Gilberto, Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Roberto Carlos, Noel Rosa, Cartola, Tim Maia, e Gilberto Gil – os dez primeiros nesta ordem. A ordem é outra coisa muito polêmica, por que em uma lista de 100, não tinha muita gente a ficar de fora. Ou tinha?
Sorte dos editores, que não deixaram de fora nem Elis Regina, nem Mano Brown (do Racionais Mc’s) que, por acaso, vem a frente de Ary Barroso, Cazuza, Carmem Miranda, Cássia Eller, Nara Leão, Djavan… e outros 65 artistas. E ainda teve gente que reclamou a falta de Zélia Duncan, Paula Toller e NxZero. Não se vê qualquer representante da música caipira/sertaneja. Também, ficaram de fora Toquinho e Jair Rodrigues. E, por fim, a maioria dos reclamantes acharam uma lista de cem grande de mais. Tudo isso, no mínimo desnecessário, diante da diversidade brasileira de ritmos, sons, cores e opiniões.
É claro que não há como uma lista ser unânime, assim como terminar com essa conclusão seria o fim – subentenda todos os sentidos. Mas, se isso é tão claro para todos, não consigo entender por que sempre teremos essas polêmicas. Para nossa sorte, mesmo àqueles que não têm publicações no mercado, temos formas de exteriorizar essas dúvidas.