Às ordens de Caetano Veloso
O nome completo: Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso – nasceu em 7 de agosto de 1942 e adquiriu a capacidade de inventar, reinventar e auto-reiveintar com os anos. Um dos grandes artistas brasileiros que nos fez alguma coisa que chamamos de MPB ou, simplesmente, de música brasileira que é contemporânea há décadas. Ele nunca se deixou virar passado.
A sua influência e o amor à música começaram cedo. Com 4 anos escolheu o nome da irmã, “Maria Bethânia”, baseado na música cantada por Nelson Gonçalves. Com 5, começa a descobrir como experimentar as artes; com 10, grava pela primeira vez canções para a família.
Crescido aprende a tocar violão, escreve críticas de cinema para o “Diário de Notícias” e se apaixona pelo novo cantor Gilberto Gil; depois, escreve trilhas para peças de teatro, conhece Gil – e com ele a companhia ilimitada: Gal e Tom Zé – e decide ser cantor e compositor.
Foi tropicalista, foi mpbista, transgressor, foi roqueiro, foi sempre Caetano. Já teve longos os cabelos, já foi leão, já foi caracol, já teve música por tudo isso, e com música já foi camaleão. Já foi moderno, nacionalista, e parafraseando Carmen Miranda, já foi americanizado. Já desmentiu isso, já denunciou. Coloca a boca no trombone, no microfone. Já discutiu e colocou em dúvida a capacidade de alguns críticos e jornalistas através de seu blog; Já mandou a MTv botar a “p**** para funcionar direito” ao vivo. Já foi história. É muita história.
Seria complexo demais desejar traçar um perfil completo. Caetano já foi tanta coisa, já fez tanta coisa e para mim faz parte daquelas figuras da história viva brasileira. É um jovem com mais de 60 anos, pronto para transgredir.
Nesta semana que teve um lapso de mediocridade deste autor, ele me lembra: “Vamô botar isso para funcionar direito!”
E como anônimo, eu repito: “Você nem vai me reconhecer, quando eu passar por você.”





















