“O Curioso caso de Benjamin Button” foi muito levantado por seus efeitos de maquiagem, que envelhece e rejuvenesce os atores conforme a necessidade. As sinopses e comentários resumiam o filme no caso do homem que nasce velho e torna-se novo ao crescer. O fato é que eu cheguei ao cinema sem saber o que esperar da história.
É bom saber que não existem apenas filmes que acabam com uma vitória, com um grande feito, com uma lição de moral, como a vida que não acaba com uma conquista, mas que continua até o seu fim. Pena que não é um consolo.
São muitos temas que poderiam caber em um livro de auto-ajuda, porém, vejo sobretudo uma crônica que não tem receios de falar de morte. Tem assunto mais cotidiano? Em atitude reversa, o filme cerca a morte por todos os lados, ao invés do contrário. E consegue até fazer-nos rir dela, na desgraça alheia de um velho que não morre, e conta repetidamente das sete vezes em que não morreu ao ser atingido por um raio.
Os valores de uma vida, e por que não da morte, em um filme que não é sombrio, quase um faz-de-contas para gente grande, jugando estereótipos.











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