23
Dez
09

Diga-me que banda ouves, eu te direi quem és

Foi isso que um blog gringo fez: “Estereotipou” os fãs de bandas indies. O resultado foi uma lista preconceitusamente divertida cheia de indiretas não tão sutis.

Exemplos:

Animal Collective
Guys who make “Best of the Year” lists in January based predominantly on “feeling.”

CSS
Girls who throw up at every party.

Dirty Projectors
People who like way too many toppings on their pizza.

Grizzly Bear
People who think that world hunger could be assuaged with four part harmonies.

Ra Ra Riot
Girls who got their boyfriends to watch Me and You and Everyone We Know.

St. Vincent
Feminists.

The Flaming Lips
Self-actualized bros who grow pot.

Here We Go Magic
Guys who are ‘over’ Gizzly Bear.

Phoenix
People who don’t listen to enough music.

Wilco
Guys who go to concerts to relax.

YACHT
Someone who, if presented with the opportunity to join a cult, would most definitely join that cult.

The XX
Blog enthusiasts who thought wearing a keffiyeha was awesome.

A graça da lista vai depender da maneira como você trata preconceitos, do seu nível de sarcasmo, e da quantidade de amigos (e pessoas que jogam suas opções musicais na rede) que você identifica na lista – ótima para mandar por email.

Teve gente, dando várias indiretas no Twitter, criando seus próprios estereótipos.

03
Dez
09

Câmera Moderna

A Campus Party é conhecida, principalmente, por reunir gente que gosta de tecnologia para falar sobre tecnologia e aprender ainda mais sobre.

Para quem não conhece o evento, as coisas estão divididas por campos de interesse: Blogs, Música, Vídeo, Fotografia, Design, Modding, Robótica, Games, Simulação e Software Livre são alguns exemplos. E visitando a página de cada àrea você encontra as atualizações e atrações do que os campuseiros vão encontrar entre os dias 25 e 31 de janeiro.

Para minha surpresa, uma das atrações de Fotografia é a “câmera escura”, moderno não? Sim, se levarmos em questão que ela foi criada na Idade Moderna, que na verdade não tem uma datação bem definida, mas algo entre o século XV e o XVIII.

Há quem aceite que os Tempos Modernos ainda não acabaram, e seguindo essa concepção talvez seja mais aceitável a presença de antepassados da fotografia em um evento que na maioria das reuniões fala sobre o futuro digital.

Há também quem lembre que o conceito de câmera escura foi construído por Aristóteles (a.C.), mas os usos dessa tecnologia para a pintura e fotografia são descritos por Giovanni Baptista Della Porta em textos publicados em 1558 (Idade Moderna).

A câmera escura (ou obscura), fundamental para a fotografia, é sobretudo um sistema de projeção. Raios de luz através de um oficío trazem imagens de fora para dentro de um espaço escuro, assim como o nosso olho faz. Nos primórdios dessa tecnologia, as imagens eram projetadas – de cabeça para baixo – em uma parede. Como uma tendência que continua ainda hoje, as câmeras foram diminuindo e ganharam lentes.

A idéia é simples. Os campuseiros (que devem ter mais de 18 anos), nerds em sua maioria, devem lembrar-se, se não idolatrarem, do Beakman. Ele já ensinou como fazer uma com caixa de papelão:

Primeiro, a câmera foi usada para ajudar os pintores, que tingiam os traços projetados. Até que os alquimistas descobriram que a luz podia gravar imagens em uma placa de cloreto de prata.

A cidade de São Francisco mantém uma câmera escura gigante que projeta as imagens da costa da Califórnia.

Com essa tecnica de captão de luz, surgiram as câmeras pinhole, e mesmo com toda a nossa modernidade digital, a quem ainda faça belas fotos com latas de alumínio. Os mais saudosistas comemoram o Pinhole Day no dia final de abril de cada ano. (Os interessados por projetos brasileiros que trabalham com este tipo de fotografia podem procurar por “lata mágica“).

Foto: Geert van Hurck

Serão muitos curiosos em dos maiores eventos de tecnologia, vendo algo de uma história remota, que se desenvolveu e chegou na era digital, lembrando-se que a base é sempre a mesma, a captação da luz. A luz que, para alguns, é o marco da Criação do Mundo.

12
Nov
09

Mais Lady Gaga e Beyoncé nos nossos ouvidos

Caiu na rede a parceria entre os dois pólos do Pop.

Como disse Flavio Saturnino, “uma mão lava a outra“, e não vão faltar fãs estéricos para botar as atuais rainhas do pop no estéreo. Lady Gaga canta em uma faixa de Beyoncé que canta outra de Lady Gaga.

A primeira a sair foi “Video Phone”, um remix da Beyoncé. Mas, também já vazou “Telephone”, que vai entrar no relançamento do disco “The Fame”, da Lady Gaga.

A primeira está em uma qualidade boa. A segunda, como ainda não é oficial, está ruim, mas os fãs afoitos já podem ouvir, sem ser importar.

Video Phone

Telephone

11
Nov
09

Como se nada tivesse acontecido

Como se ontem não tivesse o Brasil não fosse apagado. Como se a (bizarra) Lady Gaga não tivesse lançado mais um clipe. Como se os paulistanos não tivessem recebido o Indie Rock Festival, com Gogol Bordello e Super Furry Animals. Como se o supergrupo da vez, Them Crooked Vultures, não tivessem disponibilizado o novo disco para audição. Como se não tivessemos Maquinaria e o Planeta Terra fosse irrelevante. E mais que isso. Como se o mundo tivesse outro tempo.

Por favor, assistam ao novo clipe do Grizzly Bear. “Ready, Able”

 

 

22
Out
09

Perdeu Playboy? 22/10/09

Ficar sem postar me faz falta. Mas o que anda dominando esses meus dias, por enquanto, é a falta de tempo. Acabo ficando apenas compartilhando pelo Twitter para não ter que parar e escrever mais de 140 caracteres. Mas para o blog não ficar desatualizada e parado no tempo, no final do dia, deixarei aqui o que eu vi de mais legal por aí. Não se preocupe, nem só de clipping viverá esse blog.

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Por hoje/ontem, ou qualquer momento das 24 horas do dia 22, o que mais me chamou atenção foi o novo clipe do Weezer. O nome da música é “If You’re Wondering If I Want You To (I Want You To)”. Gostei bastante do vídeo e da trilha sonora.

Se você está totalmente desatualizado, o disco do Weezer vai se chamar Raditude e está com o lançamento marcado para o dia 3 de novembro. A bizarra capa já foi divulgada tem um bom tempo.

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Outra a ser lembrada é que já saiu o disco de remix do Wolfgang Amadeus Phoenix, que eu falei aqui, o mesmo post dizia que ele seria lançado no dia 20, mas foi só hoje que eu fui atrás e encontrei para download. Metade do disco já está no youtube, eu coloquei nesta lista de reprodução. Estou ouvindo neste momento a nona faixa, um remix de “Lisztomania” pelo 25hrs a Day, um francês que caprichou. O nome adotado pelo cara veio muito a calhar com o post.

Foi anunciada a separação dos ingleses do The Rakes. Para finalizar o a postagem, vou deixar o vídeo de “22 grand jobs”.

13
Out
09

O que fizeram com ele?

Alguém que cresce ouvindo Felipe Dylon está exposto a vários perigos. A prova disso é o próprio Dylon, que surtou!

Há algumas semanas, ele apareceu com novo visual e filosofia reggae. Dias atrás, postaram um vídeo dele no Youtube ainda com dreads, mas tocando Iron Maiden. A música é “The Evil That Man Do”.


via @andrechaos

Conseguiu digerir?

Seja lá, quem estiver no comando da cabeça desse muleque, pode ficar com ele, não precisa devolver. Maldades de lado, parece que ele está tentando medidas desesperadas para se livrar da imagem “garoto-de-praia” + “filinho-de-papai” que levou ele à grande mídia brasileira e os sucesso com as garotinhas. E agora ele quer parecer sujo? Qual será a próxima bomba?

09
Out
09

Wolfgang Amadeus Remix

Esse nome pode remeter a Mozart ou ao último disco do Phoenix, prestes a ganhar remixes.

A nova versão de Wolfgang Amadeus Phoenix vai ser lançada no dia 20 de outubro. Conta com a participação de Passion Pit, Friendly Fires, Devendra Banhart e Animal Collective, cada um recriando uma faixa. Sendo que “Liztomania”, “1901″, “Fences” e “Love Like a Sunset” terão mais uma versão, enquanto “Roma” e “Countdown (Sick For The Big Sun)” não reaparecerão.

Serão 15 faixas no total. O remix de “1901″ por L’aiglon já pode ser ouvido no MySpace do Phoenix. Se você não conhece ainda o som dos franceses, aproveite a audição. Se quiser uma boa resenha sobre, Bruno Natal revela sua obsessão no URBe, blog super-indicado.phoenix-silkscreen

Tracklist:
1. Lisztomania (Alex Metric)
2. Fences (The Soft Pack)
3. 1901 Bo Flex’d (Passion Pit)
4. Lasso (2 Door Cinema Club)
5. Fences (25 Hrs A Day)
6. 1901 (L’aiglon)
7. Love Like a Sunset (Turzi)
8. Fences (Boombass)
9. Lisztomania (A Fight For Love) (25 Hrs A Day)
10. Fences (Friendly Fires)
11. Armistice (YACHT)
12. Girlfriend (Young Fathers)
13. Fences (Chairlift)
14. Rome (Neighbors with Devendra Banhart)
15. Love Like a Sunset (Animal Collective)

Fonte: Paste Magazine

06
Out
09

Quem inventou o Stop Motion

Coldplay é acusado de plágio de videoclipe.

Pouco tempo de se livrar das acusações de Joe Sartriani, a turma de Chris Martin e da produtora Shynola (da animação adaptação de O Guia do Mochileiro das Galáxias) é acusada de plágio no vídeo de “Strawberry Fields” por Andy J. Gallagher.

Ler entrevista (em inglês) com os produtores da Shynola sobre a concepção do projeto.

Achei muito curiosa  a acusação graças às poucas similaridades encontradas apenas na base da técnica usada nos dois vídeos: “Something Else”, de Andy Gallagher, e “Strawberry Fields”, do Coldplay. Curiosa também é a “bio” no Twitter de Andy: “described as ‘lyrical genius’, ‘refreshingly different’, ‘lyrical mastermind’ blah blah blah”. Será que ele está querendo dizer que ele inventou o Stop Motion e a técnica de Pixilation ou eu não fui tão atento? Compare você mesmo:

O Stop Motion é essa animação quadro-a-quadro, a partir de “fotografias” ligeira e evolutivamente modificadas a fim de passar a idéia de movimento com a velocidade com que são reproduzidas, o conceito de gif animado, de desenhos nas orelhas dos cadernos e do próprio cinema é tirado daqui, dessa concepção de movimento.

A técnica de animação é antiga com indícios de registros de 1898, com o filme de Albert E. Smith e J. Stuart Blackton – The Humpty Dumpty Circus. Mas continua sendo usada em filmes da nossa geração como A Fuga das Galinhas, O  Estranho Mundo de Jack e A Noiva Cadáver, para citar poucos. Nestes casos a animação foi aplicada ao objeto, muitas vezes bonecos de massa de modelar.

No caso dos vídeos em questão, são usadas duas técnicas que remontam a vídeos de 1908. Para o personagem principal usa-se a “Pixilation”, onde os próprios humanos viram bonecos a serem animados. Para a animação do cenário e dos outros personagens, desenhos a giz.

Além de antiga, a “Pixilation” já foi em outros clipes de artistas como Talking Heads, The Cure, Slipknot, White Stripes e Radiohead.

Tão antiga quanto, a técnica que utiliza desenhos a giz pode ser vista no pequeno filme Fantasmagorie, de Émile Cohl, que você abaixo:

Andy Gallagher quer um pouco de reconhecimento ou pura mídia? Será que o super-herói do Coldplay vai tirá-los dessa? Quem sabe tenhamos um próximo episódio.

05
Out
09

Já ouviu 11th Dimension?

Eu não paro de ouvir a “nova” do Julian Casablancas e não sei explicar porque. O meu Last.fm não me deixa mentir, mesmo sem ter acesso ao meu MP3 player.

A música tem um ar oitentista e a sonoridade do disco solo de Casablancas virá com “seriedade da música mais velha”, como planeja o próprio.

Tentei procurar o que seria a décima primeira dimensão, mas vi que era algo muito complexo. Essa dimensão viria para completar a “Teoria das Cordas” (String), que compreende 10 dimensões: 1 de tempo e 9 de espaço (nós só conseguimos enxergar 3 dimensões de espaço). Essa teoria das cordas diz que todas as partículas elementares do Universo são compostas por vibrações unidimensionais, as “cordas”, e a frequência dessa vibração corresponderia a massa da partícula. E de onde viriam essas “cordas”?

É aí que aparece a 11ª dimensão. Existem muitas versões para a origem das cordas, que ninguém sabe se estão certas ou erradas, não existe um consenso. Então foi criada uma teoria que tentasse abranger esse dilema, fala-se então de uma nova dimensão que não seria perceptível, assim como as outras 6 dimensões de espaço, a 11ª dimensão. Essa é a Teoria M ou a TOE – Theory of Everything – “teoria de tudo(?)”. Esse post foi baseado nessa definição de 11ª dimensão.

Particularmente na teoria das supercordas, as dimensões extras do espaço-tempo são algumas vezes conjecturadas a tomar forma de uma variedade de Calabi-Yau 6-dimensional.

Particularmente na teoria das supercordas, as dimensões extras do espaço-tempo são algumas vezes conjecturadas a tomar forma de uma variedade de Calabi-Yau 6-dimensional.

Com tantas hipóteses sobre o mundo, eu não vou tentar encaixar nada na música do Julian Casablancas, por enquanto. Vou deixar aqui a letra música e você cria a sua hipótese, se quiser compartilhe nos comentários.

11th Dimension

Composição: Julian Casablancas

I’ll just nod, I’ve never been so good at shaking hands.
I live on the frozen surface of a fireball
Where cities come together,
To hate each other in the name of sport.
A married girl, nothings sac-religious in the pen
I looked up to you but you thought I would look the other way
And you hear, what you wanna hear
And they take what they wanna take
Don’t be sad, wont ever happen like this anymore
So when’s it coming? this life is great movement that I can enjoy
Your warning here. Your faith has got to be greater than your fear.
Forgive them even if they are not sorry.
All the vultures, bootleggers and the “go wait here’s”.
With our luck here, for your own point but not anothers.
While it leaves you trapped in another dimension
Drop your guard, you don’t have to be smart all of the time
I’ve got a mind for the banks.
I need to go somewhere real fast.
And don’t be shy, oh no, at least deliberately.
No one really cares or wonders why anymore.
Why I got music come outta my hands and feet and kisses.
Whoo
Blood is how we watched what’s done.
All the dreamers of the mind.
Forgive them even if they are not sorry.
All the vultures, bootleggers and the “go wait here’s”.
Were so quick to point our own flaws in others
Look what they did – mammals grown up with the robots.
If there’s a rain in this world that im not excited to.
But they learned what they got so I know what to do.
20
Set
09

Este (ainda) não é um post pago

Que já passou por este blog mais de uma vez, deve ter percebido que eu já debati mais de uma vez a questão da distribuição de músicas pela internet.

Semana passada, mais uma alternativa foi lançada e por acaso eu fui/sou um pioneiro.

11 de setembro – TERRORIST!?

É este o nome do novo albúm da banda  Jumbo Elétrico e previa mudanças.

bannerRB

O disco está sendo vendido a preços populares de acordo com a qualidade do arquivo digital. O menor preço é o MP3 128kbps que é gratuito; a versão mais cara é a física: R$ 11,90 + frete, comprando o CD você ganha uma versão MP3 e concorre a ingressos para o lançamento.

Quanto me pagaram e onde está a novidade?

Na verdade, ainda não me pagaram nada e é você que decide e contribui para quanto eu vou receber.

Para os menos atentos no menu ao lado tem um banner “COMPRE O DISCO TERRORIST!? DO JUMBO ELÉTRICO EM MINHA LOJA“.

A banda nos permite montar uma loja virtual e ganha uma porcentagem por cada venda. Se você comprar qualquer versão – R$ 2 – 3,50 – 5 – 11,90 – do disco aqui, eu estarei ganhando meus centavos.

Mas você também pode estar ganhando e abrir uma loja concorrente.

Eu fui o primeiro. Amanhã tem entrevista minha no caderno LINK, do Estadão. Veja a matéria aqui.

Se você não quiser ajudar, tudo certo. Mas não faça besteira, não quer gastar com música que você pode baixar de graça, tudo certo. Mas faça isso de forma legal, já que a banda também disponibiliza a versão gratuita do seu trabalho.




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